A proposta da análise e, portanto, da Psicanálise, é de ajudar o sujeito a lidar com seu mundo interno e os problemas emocionais como: questões mal resolvidas, dores emocionais, perdas, separações, frustrações, lutos e diversas outras demandas que colocam esse sujeito em um lugar de muito sofrimento o que, muitas vezes, compromete sua qualidade de vida.
Além de uma escuta acolhedora e um olhar cuidadoso, a análise oferece um espaço que permite que o sujeito conheça mais sobre si, mas também, – e talvez principalmente – se depare com a impossibilidade de saber de tudo. Se deparar com esta falta traz muita angústia e frustração, mas conseguir suporta-la traz uma flexibilidade importante que permite existir e seguir apesar destas descobertas desagradáveis. Mais do que isso, tem o poder de transformar limitações em potenciais criativos.
Não dar a devida atenção aos nossos anseios e angústias, não estar atento aos incômodos e, muitas vezes, negá-los, faz que com essas demandas sejam percebidas nas mais diversas relações (no trabalho, na família, no casamento …) e até mesmo no corpo. Por isso, a análise é muito valiosa para viver (consigo) e conviver (com os demais).
Contudo, esse trabalho só é possível através da dupla analítica que se estabelece entre analista (profissional) e analisando (sujeito). A técnica psicanalítica leva em consideração o vínculo que se estabelece na dupla, e este começa a partir de um formato que deve ser de sessões regulares de frequência, mínima, de uma vez por semana.
É através da qualidade deste vínculo que o analisando (sujeito) pode enxergar novos lugares que, até então, estavam obscuros, lugares estes que precisaram de um suporte, de um acompanhamento, para serem acessados.
A análise psicanalítica visa ajudar o sujeito a lidar com seu mundo interno e questões emocionais que afetam sua qualidade de vida, como dores emocionais, frustrações e lutos. Oferece um espaço de escuta acolhedora e permite que o indivíduo conheça mais sobre si, enfrentando a angústia de não saber tudo. Esse processo transforma limitações em potenciais criativos. A análise é valiosa para viver melhor consigo e com os outros, mas depende do vínculo entre analista e analisando, que se fortalece com sessões regulares, permitindo ao sujeito acessar e entender partes obscuras de si mesmo.
A supervisão clínica é fundamental na formação psicanalítica, complementando a análise pessoal e os estudos. Ela auxilia o psicanalista a entender melhor sua prática clínica através dos relatos de caso, sem assumir um papel pedagógico ou diagnóstico. Em vez disso, foca na relação entre supervisor e psicanalista para explorar questões como identificação, transferência e contratransferência no trabalho clínico. A supervisão promove o desenvolvimento do pensamento clínico, sendo um espaço de aprendizado que complementa os outros aspectos da formação psicanalítica. A autora se oferece para supervisionar profissionais recém-formados em Psicologia que buscam atuar na psicanálise.